Rádio Criciuma

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Artigo: Deve o locutor esportivo ser imparcial?
Geral - 18/01/2009 - 13h34min

Deve o locutor esportivo ser imparcial? É isso que os ouvintes e espectadores querem? É correto se balizar pela audiência? Até que ponto razão e emoção andam de mãos dadas no jornalismo esportivo?

Por Alexandre Cabreira

Confesso que não sei as respostas, mas vou tentar esmiuçar a questão e lançar um debate sobre o assunto.

A maneira como se narra futebol varia muito, levando em consideração a região e o tipo de mídia. O rádio é mais visceral, a televisão referencial, o jornal analítico e a internet detalhista.

Me pergunto se o jogo de futebol teria a mesma graça se os locutores brasileiros fossem como os britânicos, em cujas narrações é difícil até mesmo perceber se um gol aconteceu, dada a fleuma referencial.

Acho o rádio esportivo sulamericano passional demais – as elucubrações são tantas que interferem na percepção da realidade, transformam um perna-de-pau num craque e caem muitas vezes no ridículo.O maior exemplo é a rádio Caracol, a Colômbia, que leva o ufanismo ao extremo. Os argentinos e uruguaios também seguem essa linha, mas nos últimos anos vêm modificando o estilo e o jogo já é palatável de se escutar.

Pindorama - E por aqui? No Brasil, observo um viés bem definido: se a cidade tem apenas um clube, as emissoras confundem paixão e emoção. Mas, considere: não há erro neste caso, pois é isso mesmo que os ouvintes esperam.

Já, quando vários clubes – muitas vezes rivais – estão envolvidos, há uma clara divisão: os paulistas, os cariocas e os gaúchos. Os primeiros optaram pela narração referencial, mas veloz e vibrante, exemplos de Oscar Ulisses, Osmar Santos (que falta que ele faz!), José Silvério e o do saudoso Fiori Giglioti.No Rio de Janeiro, os principais locutores narram os gols como se fossem torcedores do time: José Carlos Araújo (Fluminense) e Luís Penido (Botafogo).Já os gaúchos pendem para Inter e Grêmio. Nos grenais, cada gol levado às últimas consequencias (saudade do trema). Os demais estados seguem um desses três estilos.

O Jornalismo Esportivo é uma especialização que lida com alto grau de risco de imparcialidade, pois tanto jornalistas quanto leitores têm preferências por determinados times ou atletas. Por isso, o profissional da área deve tomar cuidado com a paixão ou repúdio que seu texto pode facilmente provocar no público.

O Cronista Esportivo é um jornalista especializado em narrar momentos e lances de um jogo ou competição sob a forma de crônica, um texto mais leve e literário. Os principais cronistas esportivos da história brasileira foram João Saldanha e Nelson Rodrigues. E finalizo: existiu algum jornalista esportivo mais passional que eles?

Lançada a discussão. O debate é livre.





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