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Dança e comida Árabe são destaques da Festa das etnias. Hoje a receita é de Kibe Variedades - 01/09/2005 - 15h45min
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Kibe Cru, Tabule, Babaganouch, Falafel, Homus e Cafita no Espeto. Apesar de serem nomes pouco comuns, são quitutes preparados pela etnia Árabe que estará de 9 a 17 de setembro, no Centro de Eventos Maximiliano Gaidzinki para a Festa das Etnias, 17ª Quermesse de tradição e Cultura.
Para o cozinheiro oficial da etnia Munif Mahmoud Salim Omar (37), a comida Árabe é de qualidade e exótica. “Muitas pessoas não comem por preconceito e na verdade a qualidade de nossa cozinha é de primeira e uma delícia”, afirma Munif. Em 2004 foram vendidos mais de três mil kibes na Quermesse. Para este ano a etnia pretende vender em torno de cinco mil unidades.
O chefe de cozinha está em Criciúma há 14 anos. A mãe e os irmãos ficaram na Palestina. A religião é um dos pontos fortes dos árabes. Munif afirma que o principal credo Árabe é o Isalam, mas que na palestina o Judaísmo e o Cristianismo também são fortes.
Marja Mariane Feuser (25), dançarina do grupo Árabe Luzes do Oriente afirma que a principal dança étnica é a Dança do Ventre. Ela ressalta que o ritmo utiliza vários instrumentos do folclore Árabe como a espada, candelabro e bengala. “A dança do ventre é um culto à mulher e a fertilidade”, explica Marja.
O bisavô da dançarina veio para o Brasil durante a primeira guerra mundial e se instalou em Curitiba. Quando aportou no país os brasileiros não conseguiam pronunciar seu sobre nome (Gussem). Como Gussem chegou no domingo ao Brasil, os brasileiros acabaram mudando seu sobrenome para Domingos. “Seu sobrenome foi mudado quando chegou aqui, para o dia da semana que ele chegou e tem muitos outros árabes que também acabaram mudando seu sobrenome”, conclui a dançarina.
Histórico – Os árabes chegaram a Criciúma por volta de 1920. No Brasil, eles trabalharam primeiramente como mascates e ao longo dos anos foram se transformando em comerciantes e industriais. Hoje seus descendentes são profissionais liberais como médicos, engenheiros, advogados e comerciantes. Hoje na capital do carvão cerca de 60 famílias representam a etnia.
Receita Kibe Cru 1 quilo de carne “coxão mole” limpo sem gordura e moído duas vezes 250 gramas de trigo para quibe sal a gosto Pimenta do reino a gosto Cominho
Acompanha Azeite de Oliva Cebola de Cabeça
Modo de Preparo Deixar o trigo de molho por uma hora Espremer Trigo Misturar o trigo, a carne e os temperos
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