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Saúde - Viva em Harmonia



28/05/2007
Ex-obesas mórbidas conseguem engravidar após realizar cirurgia da obesidade
A obesidade é uma ameaça à fertilidade. Uma pesquisa da American Society for Reprodutive Medicine mostrou que mulheres obesas possuem redução de 30% na taxa de gravidez. As mulheres com sobrepeso ou obesidade registram um aumento significativo de alterações do ciclo menstrual. Segundo Dr. Nilton Kawahara, cirurgião bariátrico e professor da cirurgia do Hospital das Clínicas da USP - Universidade de São Paulo, é necessário ter uma determinada percentagem de massa gorda no organismo para menstruar, e assim poder engravidar. Quando essa massa gorda é excessiva a fertilidade fica ameaçada.

“Na mulher, a obesidade causa uma disfunção hormonal que produz estrógeno em grande quantidade e interfere na regulação do ciclo menstrual (esta disfunção pode limitar as chances de gravidez). A obesidade influi decisivamente nos níveis de insulina liberados pelo pâncreas na mulher, podendo desencadear uma grande produção de hormônios masculinos pelos ovários, levando a uma disfunção na ovulação. Com a redução do peso, a mulher volta à produção normal de hormônios, retomando a ovulação”, explica Dr. Kawahara.

A gestante obesa pode enfrentar problemas durante a gestação como a rotura prematura das membranas, hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia (risco de aborto) e infecções vaginais. Além disso, os bebês cuja mãe sofreu de diabetes gestacional podem nascer com excesso de peso e tamanho, e má formação congênita. Por outro lado, gestantes que desenvolveram hipertensão têm mais risco de pré-eclâmpsia e de terem bebês prematuros e com baixo peso.

Em vista destas complicações causadas pela obesidade, o ideal é que a mulher se preocupe em perder peso antes de engravidar. “A adoção de hábitos alimentares saudáveis aliados à prática de exercícios físicos são bons aliados da fertilidade”, destaca Dr. Kawahara.

Depois da cirurgia da obesidade a mulher pode engravidar?
Segundo Dr. Nilton, não só pode como aumentam as chances de ter uma gravidez normal e sadia. Porém, o mais indicado e recomendado é aguardar o período de um ano após a realização da cirurgia.

Para Fabiana Avóli Salvadore, 30 anos, gerente de marketing e eventos, não foi diferente. Ela pesava 104 quilos e decidiu fazer a cirurgia da obesidade para perder peso e ter um filho. “Realizei dois grandes sonhos: ficar em forma e com auto-estima elevada e ser mãe. Era tudo o que eu mais precisava para ser feliz”, explica Fabiana.
Segundo Fabiana Avóli, logo após a cirurgia da obesidade, ela seguiu todas as recomendações necessárias: reeducação alimentar, dieta equilibrada e exercícios físicos. “Um ano depois da minha cirurgia e ao chegar em forma (de 104 quilos para 54) decidi que havia chegado a hora de engravidar. A gestação ocorreu tranqüila, engordei um quilo por mês e meu filho nasceu saudável, e é hoje meu motivo maior de alegria. Em apenas 20 dias, já tinha voltado ao peso ideal que é 54 quilos. Hoje me sinto uma outra pessoa: mais feliz e completa”, finaliza Fabiana.
(Fonte: Target Comunicação)

Contato com o colunista: fernnandomoreira@yahoo.com.br


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