Exclusivo Rádio Criciúma: FHC fala sobre política e economia e critica a igreja católica Geral - 15/03/2007 - 07h51min
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André Abreu, correspondente internacional da Rádio Criciúma nos EUA, falou com FHC na noite de quarta-feira, quando da palestra do ex-presidente na Brown University.
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| Fernando Henrique Cardoso e André Abreu, no MacMillan Hall’s Starr Auditorium | Providence, Rhode Island - Na noite de quarta-feira (14), com uma temperatura agradável, na Universidade Brown, o ex-Presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, falou sobre o nosso país no cenário internacional e desabafou sobre os oito anos no comando da nação.
A palestra "Brazil: A Latin American Nation?" (Brasil: Uma Nação Latino-Americana?), segundo FHC, que é professor-emérito da Brown, visou "ajudar os estudantes e a comunidade da Brown a entender assuntos importantes regionais e globais do ponto de vista do Brasil."
Perguntado por André Abreu se pretende um dia voltar para o cenário político brasileiro, Fernando Henrique disse estar fora do jogo político. "Não volto mais". E sobre qual era a sensação de se assistir ao noticiário nacional como Presidente, ele comentou "Olha, a gente nem sempre sabe se tudo aquilo que se fala é verdade. Precisa averiguar. A imprensa inventa e aumenta".
O ex-presidente declarou que recebeu muita pressão da Igreja Católica para parar com a campanha a favor do uso de preservativos, mas falou que, do ponto de vista prático, a Igreja está longe da sociedade: "Eles perderam espaço para os pentecostais, que dão dignidade à vida das pessoas", afirmou FHC sobre os bispos da Igreja Católica.
Sobre Bush e Lula "Lula recepcionou Bush muito feliz e graciosamente, mas não sei se ele gosta do Bush. Bush foi ao Brasil somente para assinar um protocolo de intenções, que não significa quase nada. A redução tarifária do etanol brasileiro nos Estados Unidos vai demorar muitos anos para acontecer."
Sobre privatização "Não sou a favor da privatização de empresas estatais, mas foi necessário no meu governo, pois todas serviam de cabide de emprego. O país economizou com a eliminação da corrupção que existia nas estatais. Pela privatização forçamos a competição nas telecomunicações, todos os anos essas empresas investem 5 bilhões de dólares no Brasil."
FHC tem um carisma muito grande, em especial com as mulheres, jovens ou não. A maioria da platéia "babava" quando ele falava. Ele se expressava em inglês se baseando no francês. Saia meio mesclado. O que ele não sabia, perguntava para o norte-americano ao lado dele, que ja viveu no Brasil.
Apesar de localizada no menor estado norte-americano, Brown é uma das mais respeitadas universidades dos Estados Unidos, fazendo parte de um grupo seleto de 8 universidades de elite, onde existem alguns brasileiros, obviamente também da elite.
(André Abreu, Especial para a Rádio Criciúma www.andreabreu.wordpress.com)
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